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Transformação

Ai se as borboletas e as águias pudessem nos esclarecer como se dá o processo de transformação para conseguirem voar bem alto e para serem livres…se elas pudessem falar da importância do recolhimento em si e para Si, nos explicariam a necessidade de recolher-se do convívio com os seus pares por se tratar de um processo pessoal e intransferível.

Ai se as borboletas e as águias pudessem nos contar sobre a importância do silêncio, do momento em que estiveram isoladas ouvindo o som da própria alma pedindo paciência para aguardar que todo processo de transformação se consumasse, impulsionando-as ao renascimento….


se elas pudessem nos falar sobre todas as mudanças que ocorreram em seus corpos para chegarem ao ponto que chegaram, nos explicariam o quanto valeu a pena a experiência da reclusão, as inúmeras habilidades que foram desenvolvidas para a superação das dores que enfrentaram e transpuseram.


Se elas conseguissem externar para nós quantas inquietações se apresentaram, mostrando-se maiores do que realmente eram, as induzindo a desistir… se elas pudessem nos traduzir, apenas com a sua beleza e leveza, o quanto se tornaram fortes, únicas e especiais por terem passado por todos esses desencontros para se reencontrarem consigo mesmas, seria muito bom!


Seria muito bom, também, se conseguíssemos compreender, através dos seus voos, que nem o céu é o limite e que o limite está no medo de viver, de passar pelo processo de transformação que, certamente, nos levará ao encontro de nós mesmos.

Autora: Verônica Menezes