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O entardecer em nós

 
O processo de envelhecimento pode ser comparado ao entardecer, momento em que o Sol se põe em nós. Este processo promove em muitas pessoas o medo, a insegurança, a culpa, o desespero, entre tantos outros sentimentos e emoções.O envelhecer nos assusta porque, ao longo das nossas vidas, não nos preparamos para este momento, que é resplandecente para o espírito. Geralmente, na nossa trajetória, vivemos de forma inconsciente, sem pensar nos dias que se vão para nunca mais voltar, sem perceber a importância do papel que cada pessoa tem em nossas vidas para o nosso crescimento, inconscientes do que sentimos, sem expressar os sentimentos que, em muitos momentos, poderiam fazer toda a diferença. Contemos as emoções responsáveis pelos desajustes e adoecimentos, sem pensar nas experiências significativas que serão fundamentais para o enfrentamento deste processo de transição, que é enobrecedor.
O entardecer pode não ser de fato o melhor momento da nossa vida, por começarmos a perceber que o nosso corpo já não se movimenta mais como antes, já que está cansado; percebemos, também, que deixamos de fazer muitas coisas e outras sequer teremos mais tempo; ainda no entardecer, notamos que a solidão se apresenta sorrateiramente, assustando aqueles que acharam que jamais sentiriam falta de alguém. Assim, muitas culpas assumem o controle dos pensamentos, tornando o entardecer doloroso e sofrido.
Mas aqueles que têm a coragem de apreciar o pôr do sol conseguem perceber sua beleza e grandeza, mesmo diante de todo conflito existente nesta fase. É a hora da calmaria, na qual a maturidade se apresenta, dando sentido e significado à vida, que aos poucos vai concluindo o seu ciclo. Nesse momento, a pressa já não é mais necessária, a ansiedade dá espaço ao entendimento de que nada está fora do lugar e que tudo tem seu tempo. O que antes não se explicava já faz todo sentido agora; a compreensão aflora, nos dizendo que fizemos o que nos foi possível. 

O pôr do sol é necessário para que tenhamos tempo de respirar, ajustar os passos, apreciar a beleza da vida, para que, em breve, possamos recomeçar.

Autora: Verônica Menezes

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Transformação

Ai se as borboletas e as águias pudessem nos esclarecer como se dá o processo de transformação para conseguirem voar bem alto e para serem livres…se elas pudessem falar da importância do recolhimento em si e para Si, nos explicariam a necessidade de recolher-se do convívio com os seus pares por se tratar de um processo pessoal e intransferível.

Ai se as borboletas e as águias pudessem nos contar sobre a importância do silêncio, do momento em que estiveram isoladas ouvindo o som da própria alma pedindo paciência para aguardar que todo processo de transformação se consumasse, impulsionando-as ao renascimento….


se elas pudessem nos falar sobre todas as mudanças que ocorreram em seus corpos para chegarem ao ponto que chegaram, nos explicariam o quanto valeu a pena a experiência da reclusão, as inúmeras habilidades que foram desenvolvidas para a superação das dores que enfrentaram e transpuseram.


Se elas conseguissem externar para nós quantas inquietações se apresentaram, mostrando-se maiores do que realmente eram, as induzindo a desistir… se elas pudessem nos traduzir, apenas com a sua beleza e leveza, o quanto se tornaram fortes, únicas e especiais por terem passado por todos esses desencontros para se reencontrarem consigo mesmas, seria muito bom!


Seria muito bom, também, se conseguíssemos compreender, através dos seus voos, que nem o céu é o limite e que o limite está no medo de viver, de passar pelo processo de transformação que, certamente, nos levará ao encontro de nós mesmos.

Autora: Verônica Menezes

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Quer encontrar um amor? Ame

O amor é um sentimento poderoso, infinitamente mais potente do que a bomba de Hiroshima e Nagasaki. O amor é capaz de derreter os icebergs do coração de quem ainda não aprendeu a amar; pode ressuscitar os mortos do túmulo da própria alma. O amor pacifica as guerras que travamos contra nós mesmos, cura todas as nossas feridas e enfermidades. O amor é capaz de saciar a nossa própria fome e sede nos ofertando a saúde ideal. O amor tonifica o corpo, a alma e o espírito; devolve ao coração a paz que as inquietações não permitem.

O amor preenche vazios que jamais seriam preenchidos e nos permite pisar no chão e caminhar com as próprias pernas, enxergando de fato quem somos sem exigir que alguém nos ame porque ele é o próprio amor. O amor nos dá independência e nos impulsiona ao crescimento; remove os equívocos do ego que direciona e determina nossas atitudes na vida. O amor nos coloca próximos ao nosso próximo, mesmo ele estando distante ou em outra dimensão. O amor nos dá todas as ferramentas necessárias para uma convivência saudável e harmoniosa, sem a necessidade de nos sentirmos melhores ou superiores que o outro, apenas melhores que nós mesmos.
Autora: Verônica Menezes

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Escolher a si

Escolher a Si é a melhor opção para quem deseja ter um ano diferente, cheio de conquistas e realizações.
Escolher a Si,  é um grande desafio, porque desde criança fomos orientados a olhar para fora, para quem nos cerca. Fomos orientados a cuidar dos outros, abrir mão do que queremos,  para que o outro seja feliz, nos ensinaram que não devemos ser egoístas, como se fosse um erro cuidar de Si próprio e satisfazer a própria vontade.
Cuidar dos outros não é sinônimo de ser bom, de ser solidário.  Aprendemos também que, fazer caridade envolve o sacrificar-se, abandonar-se, caminho que nos leva à Deus.
Quem não gostaria de ser vista como uma boa pessoa, pessoa generosa e caridosa?
Abrir mão de Si, renunciar-se e sacrificar-se, foi um ensinamento cruel, que nos iludiu e nos levou ao exercício diário do esquecimento de Si mesmo.
É um equívoco acreditar que faremos o bem esquecendo de si e cuidando dos outros.
Quem desejar ter um ano novo diferente e especial, que comece a olhar para Si já.
Comece pelo exercício de olhar-se no espelho, mas não dá mesma forma que se olha nos dias comuns, deverá fazer deste momento,  um momento muito especial, pois estará frente à pessoa mais importante do mundo, a pessoa mais incrível! Estará frente à uma pessoa que possui uma história de vida única, com muitos tesouros a serem garimpados, muitas feridas a serem cicatrizadas, muitas habilidades a serem desenvolvidas, muitos valores a serem descobertos.
Faça do seu ano novo, o melhor ano da sua vida, colocando em suas mãos toda responsabilidade do seu êxito, da sua felicidade.
Enfrente-se
Acolha-se
Conheça-se
Permita-se
E ame-se incondicionalmente.
Autora: Verônica Menezes
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Obrigado!

O ano está acabando e precisamos agradecer por sua parceria, dedicação e apoio dispensados ao nosso Trabalho de Promoção Social Badu.
Graças a sua ajuda conseguimos bater todas as metas durante os dois anos 2017/2018.
Espero que, em 2019, estejamos juntos, espalhando mais amor no mundo.
Desejamos a você um feliz Natal e um ano novo cheio de amor e luz.

Artigos, Movimento Espírita

Meu corpo, meu templo

 
A busca do corpo perfeito, nos dias atuais, nos tem feito esquecer a importância real que nosso corpo possui.
 
A ditadura da beleza tem sido a mais cruel opositora do autoamor. Através da busca incessante da perfeição, vamos construindo padrões distorcidos e decretando sentenças que tem levado pessoas a falência de suas forças, a rejeição de aspectos importantes do nosso corpo, que deveriam ser nossos aliados para conquista do nosso bem-estar.
 
O corpo que possuímos é o corpo que precisamos para caminhar. Ele carrega a comprovação da nossa genética, as nossas raízes, em alguns casos poderíamos dizer que é a somatização das dores e angústias representadas nele. O corpo traz ainda as marcas da nossa ancestralidade, o que muitas vezes queremos apagar os registros que garantem o nosso pertencimento e característica da etnia de um povo.
 
A busca do corpo perfeito, pode ser comparado a corrida do ouro. Nessa busca, muitos se perdem, se distanciam de si mesmos e caminham para um vazio que nunca será preenchido.
 
Precisamos fazer as pazes com o espelho e reconhecer em nós a nossa beleza que é única e genuína. Precisamos estar atentos aos critérios de beleza estabelecidos pela mídia, pela sociedade, critérios estes, que nos aproximam cada vez mais dos procedimentos cirúrgicos, das insatisfações e distorções de imagem, pois aos olhos de muitos, nunca atingiremos esta meta estabelecida por um sistema adoecedor, que nos ensina desde tenra infância a rejeitar a nós mesmos, a buscar mecanismos que extrapolam os nossos limites.
 
A cada encarnação temos o corpo que precisamos, e dele devemos fazer o nosso templo de conexão com algo muito maior do que enxergamos. O corpo que vemos é apenas a expressão do que construímos ao longo das nossas existências, e a cada momento vamos construindo as possibilidades para que no futuro possamos ter uma compreensão maior sobre o corpo que nos representa e nos conduz na vida como um veículo que nos leva para onde precisamos ir.
 
Precisamos responder a algumas perguntas para que a consciência seja cada vez maior sobre nosso corpo:
*O corpo que tenho atende as minhas necessidades desta encarnação?
*Até onde posso caminhar com o corpo que tenho?
*Quais os mistérios que envolvem o meu corpo?
*Quais conquistas o meu corpo me permitiu realizar?
Estas e outras perguntas, com certeza, nos levarão a desenvolver maior respeito pelo corpo que possuímos, despertando em nós a consciência de que o nosso corpo é o nosso templo de recolhimento, nosso porto seguro, nossa casa, nosso jardim.
Autora: Verônica Menezes
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Aprendendo a Jogar

“Vivendo e aprendendo a jogar, vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”.
Jogar é colocar-se à prova sem a pretensão de levar vantagens sempre; jogar é estar pronto para enfrentar os desafios com otimismo. Jogar é ter equilíbrio das emoções que se manifestam involuntariamente; é sentir o coração pulsar e seguir o ritmo que ele determina.
Jogar é promover a esperança não esquecendo que a derrota permeia o mesmo espaço; é estar preparado para as críticas daqueles que ficam na arquibancada projetando seus sonhos e expectativas nos nossos resultados.
Jogar é estar pronto para recomeçar quando o resultado não for o esperado.
Precisamos aprender a jogar na vida, não desistir diante as dificuldades, levantar,  se por acaso cair. Precisamos ter garra,  porque nem sempre a vitória poderá ser nossa. Os esforços dos nossos adversários certamente são semelhantes aos nossos, portanto esses não nos credenciam a obter a vitória sempre.
“Nem sempre vencendo nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”.
Que aprendamos de fato a jogar com lealdade, respeitando nossos adversários como pessoas que se esforçam tão bem quanto nós e, quando formos derrotados no jogo, que continuemos jogando,  para, mais adiante, conquistarmos a vitória tão desejada, lembrando que as experiências nos amadurecerão para os futuros embates, nos tornando fortes o suficiente para enfrentarmos todo e qualquer desafio que a vida nos oportunize.
Jogar bem é sabedoria e exige de nós habilidades que muitas vezes não desenvolvemos, que aguardam o nosso aprendizado para a conquista do êxito.
Que o jogo da vida nos habilite a sermos mais humanos a cada dia, não esquecendo as regras que o próprio jogo nos impõe: que, independente do resultado, sigamos em frente, porque nem sempre quem ganha aproveita as vantagens da vitória, e nem sempre quem perde o jogo perde as possibilidades de voltar a jogar munido de ferramentas que possibilitem uma futura vitória.
Autora: Verônica Menezes