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FÉRIAS

FERIAS

Chega o fim de ano e todos queremos férias. Muito justo tirar férias do trabalho, dos afazeres, da escola, da faculdade, de obrigações diversas. É natural desejar essas férias, atribuídas aos papéis que desempenhamos na vida e que nos deixam cansados, às vezes acelerados, exigindo uma pausa, um freio para desacelerar.

 

Mas quando realizamos algo que nos dá prazer, que nos causa satisfação, que foi uma escolha do mundo íntimo — “não foi uma obrigação, não é uma obrigação” — é um chamado de dentro, um desejo inexplicável às vezes… Aliás, quando é uma voz interior, é preciso tirar férias?

 

Será que posso tirar férias de mim mesmo? Se analisarmos que, mesmo de férias das obrigações da vida, não podemos tirar férias de nós mesmos, tem algo a ser analisado: do que estou tirando férias então?

 

Se pensarmos nas personagens e nos papéis que desempenhamos, fica mais claro que as férias são necessárias. O Espírito está sempre na ativa, logo não existe férias para o chamado, para a alma. Então não há motivação para as férias de seu propósito de vida. As convenções costumam misturar tudo. Cabe a nós enxergarmos o que é da personagem, e deve ser considerado, e o que é do ser espiritual, que deve comandar a vida. Essa comunicação não é coletiva e costuma trazer conflitos com as opções de fora da personagem. Dê férias as suas obrigações, tire férias de tudo que lhe coloca nas obrigações do dia a dia, essas são merecidas.

 

Evite tirar férias de sua designação, pois esse chamado não tem férias, esse é o lado espiritual que convoca a descobrir seu Tesouro, sua Pérola, seu Reino.

 

Autor: Luciano Menezes

 

 

 

Data: 04-01-2018